"As piras de Angel..."

Dedico este blog ao Amor e às incógnitas da vida, responsáveis pelos mais belos insights. Caminhando rumo à evolução do corpo, da mente e da alma, eternamente...

"Espíritos fortalecidos de paz deixavam de chorar, neste tempo, grandes energias passeavam aos corações. Fomos lançados ao infinito..."

quinta-feira, 1 de maio de 2008

O que é o Amor?

"Nós não somos amados porque não sabemos amar. Que é o amor? Esta palavra está tão carregada e corrompida, que quase não tenho vontade de empregá-la. Todo o mundo fala de amor - toda revista e jornal e todo missionário discorre interminavelmente sobre o amor. Amo a minha pátria, amo o meu rei, amo um certo livro, amo aquela montanha, amo o prazer, amo minha esposa, amo a Deus. O amor é uma idéia? Se é, pode então ser cultivado, nutrido, conservado com carinho, moldado, torcido de todas as maneiras possíveis. Quando dizeis que amais a Deus, que significa isso? Significa que amais uma projeção de vossa própria imaginação, uma projeção de vós mesmo, revestida de certas formas de respeitabilidade, conforme o que pensais ser nobre e sagrado; o dizer "Amo a Deus" é puro contra-senso. Quando adorais a Deus, estais adorando a vós mesmo; e isso não é amor.
Incapazes, que somos, de compreender essa coisa humana chamada amor, fugimos para abstrações. O amor pode ser a solução final de todas as dificuldades, problemas e aflições humanas. Assim, como iremos descobrir o que é o amor? Pela simples definição?


A Igreja o tem definido de uma maneira, a sociedade de outra, e há também desvios e perversões de toda espécie. A adoração de uma certa pessoa, o amor carnal, a troca de emoções, o companheirismo - será isso o que se entende por amor? Essa foi sempre a norma, o padrão, que se tornou tão pessoal, sensual, limitado, que as religiões declararam que o amor é muito mais do que isso. Naquilo que denominam "amor humano", vêem elas que existe prazer, competição, ciúme, desejo de possuir, de conservar, de controlar, de influir no pensar de outrem e, sabendo da complexidade dessas coisas, dizem as religiões que deve haver outra espécie de amor - divino, belo, imaculado, incorruptível.

Pode o amor ser dividido em sagrado e profano, humano e divino, ou só há amor? O amor é para um só e não para muitos? Se digo "Amo-te", isso exclui o amor a outro? O amor é pessoal ou impessoal? Moral ou imoral? Familial ou não familial? Se amais a humanidade, podeis amar o indivíduo? O amor é sentimento? Emoção? O amor é prazer e desejo? Todas essas perguntas indicam - não é verdade? - que temos idéias a respeito do amor, idéias sobre o que ele deve ou não deve ser, um padrão, um código criado pela cultura em que vivemos.

Assim, para examinarmos a questão do amor - o que é o amor - devemos primeiramente libertar-nos das incrustações dos séculos, lançar fora todos os ideais e ideologias sobre o que ele deve ou não deve ser. Dividir qualquer coisa em o que deveria ser e o que é, é a maneira mais ilusória de enfrentar a vida.

Ora, como iremos saber o que é essa chama que denominamos amor - não a maneira de expressá-lo a outrem, porém o que ele próprio significa? Em primeiro lugar, rejeitarei tudo o que a Igreja, a sociedade, meus pais e amigos, todas as pessoas e todos os livros disseram a seu respeito, porque desejo descobrir por mim mesmo o que ele é. Eis um problema imenso, que interessa a toda a humanidade; há milhares de maneiras de defini-lo e eu próprio me vejo todo enredado neste ou naquele padrão, conforme a coisa que, no momento, me dá gosto ou prazer. Por conseguinte, para compreender o amor, não devo em primeiro lugar libertar-me de minhas inclinações e preconceitos? Vejo-me confuso, dilacerado pelos meus próprios desejos e, assim, digo entre mim: "Primeiro, dissipa a tua confusão. Talvez tenhas possibilidade de descobrir o que é o amor através do que ele não é".

O governo ordena: "Vai e mata, por amor à pátria!" Isso é amor? A religião preceitua: "Abandona o sexo, pelo amor de Deus". Isso é amor? O amor é desejo? Não digais que não. Para a maioria de nós, é; desejo acompanhado de prazer, prazer derivado dos sentidos, pelo apego e o preenchimento sexual. Não sou contrário ao sexo, mas vede o que ele implica. O que o sexo vos dá momentaneamente é o total abandono de vós mesmo, mas, depois, voltais à vossa agitação; por conseguinte, desejais a constante repetição desse estado livre de preocupação, de problema, do "eu". Dizeis que amais vossa esposa. Nesse amor está implicado o prazer sexual, o prazer de terdes uma pessoa em casa para cuidar dos filhos e cozinhar. Dependeis dela; ela vos deu o seu corpo, suas emoções, seus incentivos, um certo sentimento de segurança e bem-estar. Um dia, ela vos abandona; aborrece-se ou foge com outro homem, e eis destruído todo o vosso equilíbrio emocional; essa perturbação, de que não gostais, chama-se ciúme. Nele existe sofrimento, ansiedade, ódio e violência. Por conseguinte, o que realmente estais dizendo é: "Enquanto me pertences, eu te amo; mas, tão logo deixes de pertencer-me, começo a odiar-te. Enquanto posso contar contigo para satisfação de minhas necessidades sociais e outras, amo-te, mas, tão logo deixes de atender a minhas necessidades, não gosto mais de ti".

Há, pois, antagonismo entre ambos, há separação, e quando vos sentis separados um do outro, não há amor. Mas, se puderdes viver com vossa esposa sem que o pensamento crie todos esses estados contraditórios, essas intermináveis contendas dentro de vós mesmo, talvez então - talvez - sabereis o que é o amor. Sereis então completamente livre, e ela também; ao passo que, se dela dependeis para os vossos prazeres, sois seu escravo. Portanto, quando uma pessoa ama, deve haver liberdade - a pessoa deve estar livre, não só da outra, mas também de si própria.

No estado de pertencer a outro, de ser psicologicamente nutrido por outro, de outro depender - em tudo isso existe sempre, necessariamente, a ansiedade, o medo, o ciúme, a culpa, e enquanto existe medo, não existe amor. A mente que se acha nas garras do sofrimento jamais conhecerá o amor; o sentimentalismo e a emotividade nada, absolutamente nada, têm que ver com o amor. Por conseguinte, o amor nada tem em comum com o prazer e o desejo.

O amor não é produto do pensamento, que é o passado. O pensamento não pode de modo nenhum cultivar o amor. O amor não se deixa cercar e enredar pelo ciúme; porque o ciúme vem do passado. O amor é sempre o presente ativo. Não é "amarei" ou "amei". Se conheceis o amor, não seguireis ninguém. O amor não obedece. Quando se ama, não há respeito nem desrespeito.
Não sabeis o que significa amar realmente alguém - amar sem ódio, sem ciúme, sem raiva, sem procurar interferir no que o outro faz ou pensa, sem condenar, sem comparar - não sabeis o que isso significa? Quando há amor, há comparação? Quando amais alguém de todo o coração, com toda a vossa mente, todo o vosso corpo, todo o vosso ser, existe comparação? Quando vos abandonais completamente a esse amor, não existe "o outro".

O sofrimento e o amor não podem coexistir, mas no mundo cristão idealizaram o sofrimento, crucificaram-no para o adorar, dando a entender que ninguém pode escapar ao sofrimento a não ser por aquela única porta; tal é a estrutura de uma sociedade religiosa, exploradora.
Assim, ao perguntardes o que é o amor, podeis ter muito medo de ver a resposta. Ela pode significar uma completa reviravolta; poderá dissolver a família; podeis descobrir que não amais vossa esposa ou marido ou filhos (vós os amais?); podeis ter de demolir a casa que construístes; podeis nunca mais voltar ao templo.
Mas, se desejais continuar a descobrir, vereis que o medo não é amor, a dependência não é amor, o ciúme não é amor, a posse e o domínio não são amor, responsabilidade e dever não são amor, autocompaixão não é amor, a agonia de não ser amado não é amor, que o amor não é o oposto do ódio, como também a humildade não é o oposto da vaidade. Dessarte, se fordes capaz de eliminar tudo isso, não à força, porém lavando-o assim como a chuva fina lava a poeira de muitos dias depositada numa folha, então, talvez, encontrareis aquela flor peregrina que o homem sempre buscou sequiosamente.

Alcançamos, assim, este ponto: Poderá a mente encontrar o amor sem precisar de disciplina, de pensamento, de coerção, de nenhum livro, instrutor ou guia - encontrá-lo assim como se encontra um belo pôr-de-sol?
Uma coisa me parece absolutamente necessária: a paixão sem motivo, a paixão não resultante de compromisso ou ajustamento, a paixão que não é lascívia. O homem que não sabe o que é paixão, jamais conhecerá o amor, porque o amor só pode existir quando a pessoa se
desprende totalmente de si própria.

A mente que busca não é uma mente apaixonada, e não buscar o amor é a única maneira de encontrá-lo; encontrá-lo inesperadamente e não como resultado de qualquer esforço ou experiência. Esse amor, como vereis, não é do tempo; ele é tanto pessoal como impessoal, tanto um só como multidão.

O amor é uma coisa nova, fresca, viva. Não tem ontem nem amanhã. Está além da confusão do pensamento. Só a mente inocente sabe o que é o amor, e a mente inocente pode viver no mundo não inocente. Só é possível encontrá-la, essa coisa maravilhosa que o homem sempre buscou sequiosamente por meio de sacrifícios, de adoração, das relações, do sexo, de toda espécie de prazer e de dor, só é possível encontrá-la quando o pensamento, alcançando a compreensão de si próprio, termina naturalmente. O amor não conhece oposto, não conhece conflito.

Podeis ler tudo isto hipnotizado e encantado, mas ultrapassar realmente o pensamento e o tempo - o que significa transcender o sofrimento - é estar cônscio de uma dimensão diferente, chamada "amor".

Mas, não sabeis como chegar-vos a essa fonte maravilhosa e, assim, que fazeis? Quando não sabeis o que fazer, nada fazeis, não é verdade? Nada, absolutamente. Então, interiormente, estais completamente em silêncio. Compreendeis o que isso significa? Significa que não estais buscando, nem desejando, nem perseguindo; não existe centro nenhum. Há, então, o amor."

Krishnamurti

terça-feira, 29 de abril de 2008

A Santa Sé como ela é!


“Poucos suspeitariam que a maior instituição religiosa do mundo (na verdade, um Estado soberano), também se uniria às grandes forças da mídia mundial para facilitar o condicionamento mental da população quanto à aceitação das futuras aparições dos “ETs”.

OS FATOS:

1. A revista UFO, de julho de 1999, descreve em duas matérias (“O conhecimento do Vaticano sobre os ETs” e “O Vaticano admite seu interesse pelos UFOs”) informações valiosas sobre o pensamento e a atitude da Santa Sé diante do fenômeno ufológico. Entre outras coisas, por exemplo, ficamos sabendo que “a Santa Sé detém uma quantidade expressiva de dados sobre o Fenômeno UFO, que vem sendo mantida a sete chaves há séculos, assim como muitos outros segredos que compõem a tradição católica” (o segredo é a arma preferida para aqueles que buscam o poder). Curioso é o argumento usado para demonstrar por que o tal arquivo secreto do Vaticano é superior ao arquivo das demais potências mundiais como EUA, Rússia e China: “É o Vaticano quem detém os registros históricos da presença de alienígenas na Terra – inclusive muito antes e principalmente durante os tempos bíblicos” (por que será, então, que só depois de 1998 anos depois de Cristo se lembraram de incluir no Dicionário do Vaticano a expressão em latim “Res inexplicata volans” – coisa voadora inexplicável?).


2. Surpreendente mesmo é a maneira nada ortodoxa que o Vaticano arrumou para justificar a futura aparição de “ETs” aqui na Terra (uma vez que a Bíblia não afirma em lugar algum que os seres de outros planetas fizeram ou farão contato com os humanos – só os anjos têm essa missão). O padre Piero Coda, teólogo do Vaticano, afirmou em janeiro de 1997 que, “criados por Deus e tendo suas falhas, os extraterrestres também precisam de redenção através das palavras salvadoras de Jesus Cristo” (com este argumento extravagante, ele quebrou a barreira que impedia os extraterrestres de “visitarem” nosso planeta). A mesma opinião tem o jesuíta George Coyne, diretor do Observatório Astronômico do Vaticano entre os anos 1978 e 2006: “Se for possível encontrar civilizações em outros planetas, e se for factível comunicar-se com elas, deveríamos tentar enviar missionários para salvá-los, como fizemos no passado quando novas terras foram descobertas.”


3. De acordo ainda com a matéria da revista UFO (julho/1999), o teólogo do Vaticano, Corrado Balducci, era uma das pessoas mais próximas de João Paulo II, e afirmou várias vezes “fazer parte de uma comissão do Vaticano que trabalha com a possibilidade de contatos alienígenas e que busca um modo de promover uma aceitação global das manifestações de seres de outros planetas” (alguém ainda tem dúvida das intenções de Roma?). Monsenhor Balducci, como é conhecido, é um dos exorcistas oficiais do Vaticano, e continua cumprindo fielmente sua missão - tanto que acabou de escrever uma matéria para a revista UFO, edição nº 126, de outubro de 2006, com o título: “Os UFOs e a Igreja Católica”. O destaque nessa matéria ficou por conta do argumento apresentado sobre a validade do testemunho humano para as causas ufológicas. Em outras palavras, segundo ele, não podemos negar os fatos baseados em testemunhas oculares.


4. Para que a posição do Vaticano tivesse uma roupagem mais científica, decidiram, então, construir uma extensão do Observatório Astronômico do Vaticano na cidade de Tucson, Estado do Arizona, EUA (o observatório do Vaticano é o mais antigo do mundo, tendo sua sede central em Castel Gandolfo, nas cercanias de Roma) e fomentar com isso pesquisas científicas.
A razão para a escolha desse local é simples: ali se encontra a Universidade do Arizona, que mantém um Departamento de Astronomia – um dos centros astronômicos mais destacados do mundo. Inclusive alguns jesuítas do Observatório do Vaticano lecionam astronomia na Universidade. O diretor escolhido neste ano para substituir o jesuíta George Coyne na condução dos trabalhos do Observatório do Vaticano é outro jesuíta: José Gabriel Funes.


5. Diante do exposto acima, não causa admiração que os “ETs” tenham resolvido responder favoravelmente a essa amigável parceria com a Santa Sé: no dia 7 de abril de 2005, exatamente um dia antes do enterro de João Paulo II (mais publicidade impossível), câmeras de vídeo filmaram um suposto OVNI em cima da Basílica de São Pedro.
A combinação espiritualismo-ufologia-vaticano tem sido explosiva para as verdades bíblicas!”


O fato da questão do fenômeno UFO ser algo de estudo para mim, não é segredo pra ninguém...mas a relação da Santa Sé nisso tudo vem me intrigando ultimamente.
É impossível não pensar nisso quando se estuda desde textos bíblicos, ufologia, astronomia até a física quântica. Me sinto realmente envolvida com isso.
Mas é complicado, pois me sinto sem saber por onde começar, me sinto tendo que procurar algo que nem sei ao menos onde, tudo isso é abstrato demais, e o principal...a resposta-chave se encontra onde dificilmente se tem acesso, nos arquivos secretos da Santa Sé...e mexer com isso é mexer num vespeiro...ou talvez não tanto assim?? Será que dá? hehe
Conversei com alguns padres essa semana, para saber qual a posição deles perante a vida inteligente fora da Terra, um deles estudou em Roma durante anos, e me surpreendi quando ambos disseram que é provável que exista, porém não dão muita importância a isso (eles agem como “se existir e daí?")...mas quando perguntei da posição da Santa Sé, ambos disseram que ela não tem interesse nesta questão...e que o Vaticano tem coisa mais importante para se preocupar.
Imagino o quanto...(rsrs)
Agora eu pergunto, não tem interesse? Ou estes padres não sabem ou se fazem de idiotas, ou “estão idiotas”, pelo próprio pensamento da Igreja Católica. Que o Vaticano detém de documentos preciosos com relação a isso é algo óbvio, mas por que esconder? Para preservar seu poder? Para não ser desmascarado? Imagine se coisas ditas hoje como absurdas viessem a tona, a Igreja perderia sua credibilidade, assim como todas as outras religiões (sim, uma liga a outra!). O fato do governo esconder documentos que provam a existência de vida extraterrestre é compreensível, pois é algo que está fora do seu controle, em se tratando de segurança de Estado e isso causaria uma histeria coletiva, por isso ele esconde. Mas a questão da Igreja é a mesma? Enfim!
Imagine se a cúpula da Santa Sé for constituída dos próprios alienígenas! que estão nos manipulando há séculos...(foi só pra descontrair essa! haha)
Isso também não vem ao caso, o que realmente interessa aqui é como, como podemos ter acesso a tais arquivos secretos, tenho certeza da existência deles!

Vou colocar aqui 2 relações que acho intrigantes: depois posto mais! (são tantas...)

1) Especialistas afirmam que aparições da Nossa Senhora, ainda nos dias de hoje, e ETs são fenômenos idênticos. Muitos ufólogos e alguns teólogos acreditam ser uma manifestação ufológica.

2) O quadro L’annunciazione (figura do início desse post) de Leonardo Da Vinci, 1472, retrata a concepção de Jesus Cristo de maneira bastante intrigante, pois mostra um raio de luz vindo do anjo Gabriel direcionado para a Virgem Maria. E agora comparando com a bíblia, no evangelho segundo Mateus... “Eis como nasceu Jesus cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do espírito santo. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeita-la secretamente. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: ‘José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados.’ Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa. E, sem que ele a tivesse conhecido, ela deu à luz o seu filho, que recebeu o nome de Jesus.”
Pensem um pouco nisso, e se acham que isso seja indiferente, pensem mais um pouco, e é porque ainda não entenderam profundamente...

quinta-feira, 13 de março de 2008

Operando em outro Sistema

Desde que me conheço por gente, eu olhava para o céu e ficava imaginando como seria tudo lá em cima, lembro que quando tinha 12 anos eu conversava com uma prima sobre o sentido da vida e do porque estamos aqui neste mundo...e eu me achava adulta nessa idade...hoje vejo que estava longe de ser adulta....poxa! eu tinha 12 anos...
De lá pra cá dúvidas como essas sempre me perseguiram...crises existenciais...e uma curiosidade enorme em relação ao universo que nos cerca, mas muita curiosidade mesmo!
Me emociono de lembrar desses pensamentos da minha infância...pois eram muito parecidos com os que tenho hoje...a mesma presença que sentia lá, continuo sentindo aqui!
Hoje...lembrando disso...me pergunto...

Por que?

Por que pensamentos como esses sempre vinham na minha cabeça? Por que muitos sonhos que tenho tem a ver com essas dúvidas? Por que é tão difícil encontrar quem pense assim também?
Teoricamente, se estamos nesse planeta, é para vivermos, sermos felizes e ponto!

Mas não é o que parece ser...é o que eu queria que fosse...mas não é o que eu sinto que seja...sinto que é algo tão imensurável, tão grandioso, tão espetacular...que não temos como entender isso. Funciona como em um programa de computador, o Windows e o Linux por exemplo, cada um é um modo de pensar, um tem seu próprio modo de operar, e um não “entenderia o pensamento” do outro, pois operam de modo diferente, em linhas de “raciocínio” divergentes (não entendo bulhufas de programas, mas a idéia é essa).
Pois é...as vezes parece que operamos como um Windows...mas a Verdade opera em Linux, ou vice-versa...


A verdade existe, mas está atrás de toda uma massa de suposições humanas...e o primeiro caminho para chegarmos a ela é tentando operar em outro sistema (não abandonando o nosso também), em outra linha de raciocínio, sim, é difícil...mas necessário! ver como somos seres ignorantes já é um passo!
Sim...ignorantes! o ser humano consegue ter pensamentos excelentes e admiráveis...mas tb consegue ser dono das mais medíocres idéias...se fechando num mundo só dele...numa realidade que só existe para ele...sem dar ouvidos as possibilidades da vida.
Não estou dizendo que sou a dona da verdade aqui...pelo contrário, estou aqui para dizer que nada sei...mas ao mesmo tempo me vem idéias do que possa ser...
Outro passo é estudando, estudando sobre tudo, mas a princípio sobre nossa Antiguidade, Gênesis, Apocalipse, toda a história antiga em geral...(to ficando louca)
Tenho flashs que me vem na cabeça o tempo todo...flashs de um mundo novo, de um universo novo e diferente do que temos idéia...de um sentido da vida e da não-vida COMPLETAMENTE diferente do que achamos que seja...
O terceiro passo é sentir, sentir a magia das coisas, a transcendência...sentir o que o interno tem para nos mostrar e o que o externo tem para nos revelar!
Nossa, adoro quando eles aparecem...esses insights que me perseguem!
Vem mil pensamentos na mente....mas quanto mais eles aparecem...mais dúvidas surgem por fim...mas depois das dúvidas...vem as certezas...as certezas de algo que está “próximo” de como as coisas realmente sejam! mas não sai disso! isso me deixa aflita demais! não consigo ver por trás disso tudo! que coisa!

O problema é que parece que estou andando em círculos...têm vindo sempre as mesmas coisas na minha mente...as mesmas possibilidades...nada de novo! nada de concreto!
ou talvez não...acho que to ficando louca...não...
já estou assim há tempos!

domingo, 2 de março de 2008

Casamento e Espiritismo

Desconfio muito das coisas, inclusive desse texto que estou postando...mas algo nele me chamou a atenção. Não estou afirmando ser verdade (longe disso), mas sim postei para uma reflexão de algo que possa ser verdade...acho importante abrir a cabeça para ouvir qualquer opinião.

"Na união dos sexos, a par da lei divina material, comum a todos os seres vivos, há outra lei divina, imutável como todas as leis de Deus, exclusivamente moral: a lei de amor. Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se lhes transmitisse aos filhos e que fossem dois, e não um somente, a amá-los, a cuidar deles e a fazê-los progredir.
Classificação dos casamentos:
Acidentais: Encontro de almas inferiorizadas, por efeito de atração momentânea, sem qualquer ascendente espiritual.
Provacionais: Reencontro de almas, para reajustes necessários à evolução de ambos.
Sacrificiais: Reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada, com o objetivo de redimi-la.
Afins: Reencontro de corações amigos, para consolidação de afetos.
Transcendentes: Almas engrandecidas no Bem e que se buscam para realizações imortais.
Evidentemente, o instituto do matrimônio, sagrado em suas origens, tem reunido no mesmo teto os mais variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união, na Terra, funciona, às vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade espiritual, e, noutros casos, em sua maioria, como instrumento de reajuste.
Nos casamentos acidentais teremos aquelas pessoas que, defrontando-se um dia, se vêem, se conhecem, se aproximam, surgindo, daí, o enlace acidental, sem qualquer ascendente espiritual.
Num mundo como o nosso, tais casamentos são comuns.
Nem laços de simpatia, nem de desagrado.
Simplesmente almas que se encontraram, na confluência do caminho, e que, perante as leis humanas, uniram apenas os corpos.
Esses casamentos podem determinar o início de futuros encontros, noutras reencarnações.
Quanto aos casamentos provacionais, em que duas almas se reencontram em processo de reajustamento, necessário ao crescimento espiritual, esses são os mais freqüentes.
A maioria dos casamentos obedece, sem nenhuma dúvida, a esse desiderato.
Por isso existem tantos lares onde reina a desarmonia, onde impera a desconfiança, onde os conflitos morais se transformam, tantas vezes, em dolorosas tragédias.
Deus uniu-os, através das leis do Mundo, a fim de que, pelo convívio diário, a Lei Maior, da fraternidade, fosse por eles exercida nas lutas comuns.
A compreensão evangélica, a boa vontade, a tolerância e a humildade são virtudes que funcionam à maneira de suaves amortecedores.
O Espiritismo, pela soma de conhecimentos que espalha, tem sido meio eficiente para que muitos lares, construídos na base da provação, se reajustem e se consolidem, dando, assim, os primeiros passos na direção do Infinito Bem.
O Espírita esclarecido sabe que somente ele pagará as suas próprias dívidas.
Nenhum amigo espiritual modificará o curso das leis divinas, embora lhe seja possível estender os braços generosos aos que se curvam ante o peso de duras provas, entre as quatro silenciosas paredes de um lar.
O Espírita esclarecido, homem ou mulher, aprende a renunciar, a benefício de sua paz e do seu reajuste.
E o faz, ainda, porque tem a inabalável certeza de que, se fugir hoje ao resgate, voltará, amanhã, na companhia daquele ou daquela de quem procura, agora, afastar-se.
A humildade, especialmente, tem um poder extraordinário de harmonização dos lares, convertendo-os, dentro da relatividade que assinala todas as manifestações da vida humana, em legítimos santuários onde o destino dos filhos possa plasmar-se nas exemplificações edificantes.
Agora os casamentos sacrificiais. Esses reúnem almas possuidoras de virtude e sentimentos opostos. É uma alma esclarecida, ou iluminada, que se propõe ajudar a que se atrasou na jornada ascensional.
Como a própria palavra indica, é casamento de sacrifício, para um dos cônjuges.
E o sacrificado tanto pode ser a mulher como o homem.
Não há regra para isso.
Temos visto senhoras delicadíssimas, ternas e virtuosas, que se casam com homens ásperos e grosseirões, de sentimentos abjetos, do mesmo modo que existem homens, que são verdadeiras jóias de bondade e compreensão, consorciados com mulheres de sentimentos inferiorizados.
A isso se dá, com inteira propriedade, denominação de casamentos sacrificiais.
Quem ama não pode ser feliz se deixou na retaguarda, torturado e sofrendo, o objeto de sua afeição.
Volta, então, e, na qualidade de esposo ou esposa, recebe o viajor retardado, a fim de, com o seu carinho e com a sua luz, estimular-lhe a caminhada.
É o vanguardeiro, compassivo, que renuncia aos júbilos cabíveis ao vencedor, e retorna à retaguarda de sofrimento para ajudar e servir.
O casamento sacrificial é, pois, em resumo, aquele em que um dos cônjuges se caracteriza pela elevação espiritual, e o outro pela condição evolutiva deficitária.
O mais elevado concorda sempre em amparar o desajustado.
Assim sendo, a mulher ou o homem que escolhe companhia menos elevada deve “levar a cruz ao calvário”, como se diz geralmente, porque, sem dúvida, se comprometeu na Espiritualidade a ser o cireneu de todas as horas.
Os casamentos denominados afins, no sentido superior, são os que reúnem almas esclarecidas e que muito se amam.
São Espíritos que, pelo matrimônio, no doce reduto do lar, consolidam velhos laços de afeição.
Por fim, temos os casamentos que denominamos de transcendentes.
São constituídos por almas engrandecidas no amor fraterno e que se reencontram, no plano físico, para as grandes realizações de interesse geral.
A vida desses casais encerra uma finalidade superior.
O ideal do Bem enche-lhes as horas e os minutos.
O anseio de Belo repleta-lhes as almas de doce ventura, pairando, acima de quaisquer vulgaridades terrestres, acima do campo das emoções inferiores, o amor puro e santo.

Todos nós passamos, ou passaremos ainda, segundo for o caso, por toda essa seqüência de casamentos: acidentais, provacionais e sacrificiais, até alcançarmos no futuro, sob o sol de um novo dia, a condição de construirmos um lar terreno na base do idealismo transcendental ou da afinidade superior."
Estudando a Mediunidade, Martins Peralva


terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Relacionamento transcendente...

"Encontro de Almas

Quando menos se espera
Ele aparece de repente
seu corpo e sua vida estremecem
Tudo muda, e como muda...

É um encontro de almas
É um encontro entre aqueles ou aquele
que resultará em um sentir

É um encontro de paz
de solidão inexplicável
de um grande vazio
Embora também traga mais vida e alívio
Alívio de tê-lo sentido
Em toda a vida

Agradeço a Deus por isso
Por mais que eu sofra
mas não quero mais sofrer
Quero apenas sentir

Sentir este que amadurece
que dói, que chora
Mas que pula tão alto
quanto os raios do Sol
ao encontrar a felicidade
Sentir este que acaba
que morre

Mas que fica sempre presente
na Alma do coração"

24/10/2000


Bom...eu tinha apenas 15 anos quando escrevi esse texto...e hoje vejo que o que eu SENTIA quando o escrevi não era Amor...mas sim, era COMO eu achava que fosse o Amor...e não o que estava sentindo...
Como é engraçado quando definimos alguns sentimentos mesmo sem tê-los sentido! Como pode ser??!!
é o mesmo que definir uma dor de parto sem nunca tê-la sentido! E o mais engraçado é ver que a suposta definição estava certa, quando o sentimos!

Mas o que me levou a postar sobre isso foi do sentimento de busca que sinto em relação à um relacionamento transcendente, podem rir da colocação! mas é difícil explicar...pois não se trata apenas de uma busca usual por uma pessoa por quem amamos e tudo se resolve, mas sim por algo que vai além do Amor, que vai além de tudo e de todas as coisas, posso parecer idealista demais, ou até mesmo uma criança de 15 anos...mas é assim que defino algo que ainda não me ocorreu, mas que SINTO que exista!
E relacionando com o início desde post, mais uma vez pergunto...
Como pode ser??

Transcendência! é a palavra que mais retrata o sentimento que sinto...
Apenas me dá um desespero quando vejo que as pessoas que convivo estão longe de sentir assim...(pois se elas não sentem, como poderei ser correspondida assim?) Sim, pq elas amam e buscam o Amor, mas não é apenas de amar e ser amado que estou falando, mas de algo tão mágico e misterioso quanto o infinito...
sei la